quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Confira meu artigo publicado no Blog do Callado: O homem versus o homem

As duas tragédias que chocaram o mundo, nos últimos dias, uma aqui em Mariana (MG) e a outra em Paris, na França, registra uma certeza: o homem é o seu próprio inimigo. Dois infortúnios, quase que simultâneos, deixaram centenas de mortos e outras centenas de graves feridos. Para nenhum dos massacres encontra-se uma justificativa a não ser a ação irresponsável do homem.
As duas tragédias eram anunciadas: em Minas Gerais, o descumprimento da legislação ambiental federal só poderia resultar em um desastre como o rompimento da barragem.
Em Paris, apesar de toda a preparação depois dos atos covardes contra o jornal Charlie Hebdo, os franceses continuaram como alvo dos terroristas já que se tinha a informação da chegada de jihadistas bem treinados, de locais como a Líbia e a Síria. Assim, as mortes também eram anunciadas.
A catástrofe causada pelo rompimento das barragens em Mariana expôs a precariedade na fiscalização e nos programas de riscos e danos relacionados a essas estruturas no Brasil. Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que o Brasil tem 14.966 barragens das quais apenas 432 passaram por alguma vistoria no ano passado. Se nada for feito, a ação irresponsável dos homens vai continuar matando outros homens.
Na França, onde estão cunhados os princípios universais de liberdade, igualdade e fraternidade, o destemor do Estado Islâmico, o extremismo odioso e a insanidade humana mostram que a morte pode chegar de surpresa, em qualquer lugar. O homem na gana de destruir o próprio homem semeia o pânico e declara guerra.
Que em Minas Gerais e na França, o homem tenha consciência de que a vida humana e o respeito à sua dignidade prevalecem em qualquer situação. A vida vem de Deus e é confiada ao homem que dela não deverá dispor.

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