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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Passageiros incendeiam ônibus após veículo quebrar em rodovia de Goiás

Segundo usuários, ato foi um protesto contra as más condições do serviço. Advogado da empresa de transporte coletivo diz que o ato foi vandalismo.


Passageiros incendiaram um ônibus do transporte coletivo da Viação Anapolina (Vian) na manhã desta segunda-feira (24), na BR-040, em Valparaíso de Goiás, Entorno do Distrito Federal. A intenção, segundo eles, era protestar contra as más condições do serviço prestado.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os passageiros que estavam no veículo se revoltaram após o ônibus apresentar problemas mecânicos e interromper a viagem. Indignados, os usuários desembarcaram no meio da rodovia e alguns deles atearam fogo ao veículo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas. Ninguém ficou ferido. A polícia não possui informações de quantos passageiros havia no ônibus no momento em que ele quebrou.  Mesmo com o incêndio, o tráfego na rodovia não foi interditado.
O advogado e assessor jurídico da Vian,  Antenor Mito Filho, lamentou o ocorrido. “Isso não é coisa de passageiro, é coisa promovida por vândalos que já vão com a intensão de incendiar ônibus”, afirmou o advogado.
Sobre o problema apresentado no veículo, o advogado disse que existem planos para a melhoria, mas que a tarifa paga pelos usuários está defasada, o que não permite maiores investimentos por parte da empresa.
Assista o vídeo Aqui

Fonte: GOTV






ROBERTO CARLOS É O NOVO GAROTO-PROPAGANDA DA FRIBOI

Roberto Carlos passou 30 anos sem comer carne. Logo após ele anunciar que retomaria o hábito, a Friboi não perdeu tempo. Convidou o cantor para estrelar sua campanha publicitária, que já conta com o ator Tony Ramos. A estratégia, segundo a empresa, é manter o slogan “Friboi. Carne confiável tem nome”. No novo vídeo da campanha (confira abaixo), Roberto Carlos diz ao garçom que o seu prato tem carne e emenda com o famoso refrão "eu volteeeeeei".
“O artista é o maior ícone da música brasileira. Fala diretamente ao coração das donas de casa. Essas mulheres cozinham ouvindo suas músicas. Ele é um sinônimo de confiança e, por isso, tem tudo a ver com a marca Friboi. Ao saber da notícia, começamos uma conversa, que veio a se concretizar agora. No nosso ponto de vista é um casamento perfeito”, afirmou em nota Wesley Batista, presidente da JBS no Brasil.
O executivo ainda explica que a aposta na imagem do cantor contempla uma ampla estratégia de marketing, que vai além de sua participação nas campanhas publicitárias da marca. “Optamos por novas frentes de comunicação, que marcam a nossa presença em outros pontos de contato com o consumidor. Faremos ativação em shows e em eventos prioritários dele, como por exemplo, o Navio Emoções. Além disso, também teremos a chancela da marca Friboi nos shows fora do Brasil”, completa Wesley.

Assista o Vídeo Aqui

PSB articula para ter Barbosa candidato ao Senado

Pela legislação, o ministro pode se filiar ao partido até 5 de abril, seis meses antes da eleição

O PSB do governador Eduardo Campos planeja uma nova ação política de impacto, semelhante à da entrada no partido da ex-ministra Marina Silva e sua Rede Sustentabilidade: a filiação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Relator do processo do mensalão e responsável por levar à prisão parte da antiga cúpula do PT, Barbosa será convidado a disputar, pelo partido, a vaga de senador pelo Rio de Janeiro. Pela legislação eleitoral, ele pode se filiar ao partido até 5 de abril, seis meses antes da eleição.
De acordo com integrantes do PSB, Eduardo Campos "tem loucura" para saber quais os planos políticos do ministro Barbosa. Sem contato com o presidente do STF, e tomando todos os cuidados para não fazer uma sondagem que pareça assédio político, Campos escalou a ex-corregedora da Justiça Eliana Calmon, também ex-ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para fazer a aproximação.
No STF e no STJ é dada como certa a saída do presidente do STF. Mas ele quer, primeiro, concluir o processo do mensalão, pois ainda há recursos a serem julgados. O próprio Barbosa tem confidenciado que acha improvável que a ação termine até o prazo para a desincompatibilização.
O ministro, no entanto, tem dado esperanças ao PSB. Convidado a entrar no partido no dia 19 de novembro pelo presidente da legenda no Rio, deputado Romário Farias, ele não descartou a oferta. No último sábado, por intermédio da assessoria do STF, divulgou nota segundo a qual não será candidato a presidente da República.
Mas não rejeitou outros cargos. Ele afirmou ainda que dificilmente ficará no Supremo até seus 70 anos, idade da aposentadoria compulsória. Ele tem 59 anos. Sabe-se que seus planos de sair têm relação com a posse do novo presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, que tomará posse em novembro. A relação entre os dois são ruins.Diante desse quadro, Eduardo Campos vem insistindo para que Eliana Calmon converse com Barbosa. Ela será candidata do PSB ao Senado pela Bahia.
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Eliana Calmon confirmou que foi escalada por Campos para sondar Barbosa, mas ainda não conseguiu conversar com o presidente do Supremo. Na primeira investida, um assessor próximo do ministro descartou a possibilidade de ele sair candidato, mas a ex-corregedora deve procurar Barbosa para um contato direto após o carnaval.
A amigos, o ministro teria dito que, depois do julgamento do mensalão, considera-se um "player" no processo eleitoral deste ano.
Em dezembro do ano passado o Estado ouviu os dirigentes dos 32 partidos filiados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de oferecerem legenda para Joaquim Barbosa. A metade lhe negou espaço, com as justificativas mais diversas possíveis.
O tucano Aécio Neves, que é candidato à Presidência da República, disse que Barbosa cumpre um importante papel no STF. "O ministro cumpre um papel como presidente do STF que honra os brasileiros. Nosso respeito pelo ministro é tão grande que nem sequer aventamos essa hipótese", afirmou na época o senador e presidente do PSDB.
Outros partidos, como o PPS, que faz parte da aliança de Eduardo Campos, disseram que não dariam a legenda a Barbosa. Da mesma forma agiram o PP, o PMDB e o PTB e PCO. O PEN admitiu ceder legenda ao ministro.
Fonte: R7

Mais de 56 mil jovens eleitores votarão em 2014. Títulos transferidos superam 100 mil

De olho no primeiro voto, nada menos que 90 mil 249 pessoas passaram a compor o cadastro da Justiça Eleitoral desde o dia 25 de fevereiro do ano passado, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal deu início ao seu recadastramento eleitoral com coleta de dados biométricos. Mas um dado significativo desponta nesse universo: mais da metade dos novos eleitores tem entre 16 e 18 anos – 56 mil 169.
A emissão de títulos para eleitores nessa faixa etária, até o dia de hoje, ficou distribuída da seguinte maneira:
16 anos: 8.357
17 anos: 19.369
18 anos: 28.433

O local que mais recebeu pessoas interessados em votar pela primeira vez foi na Central de Atendimento da Justiça Eleitoral em Ceilândia. Ao todo, 6 mil 860 novos eleitores passaram por aquela unidade de atendimento até hoje (19/2). A Sexta Zona Eleitoral, em Planaltina, ocupa a segunda colocação: 6 mil 136 eleitores. Com 5 mil 620 novos alistamentos, o terceiro lugar pertence à 13ª Zona Eleitoral, em Samambaia.  
Além dos mais de 90 mil novos eleitores e dos eleitores já cadastrados no DF, mais 100 mil títulos também passaram a compor o cadastro eleitoral. Desde fevereiro do ano passado, 102 mil 102 eleitores realizaram a transferência de seus títulos para a capital, até esta quarta-feira. 
Trata-se da maior quantidade de transferências recebidas pela Justiça Eleitoral do DF dentro do período de um ano. Até então, a maior marca pertencia ao espaço compreendido entre 25 de fevereiro de 2002 a 25 de fevereiro de 2003, ocasião em que 93 mil 588 eleitores migraram seus títulos para a capital. 
Em relação aos estados com maior índice de transferências, Goiás é líder absoluto. De lá, saíram 25 mil 675 eleitores para escolher seus representantes no DF. Em seguida, Minas Gerais, com 11 mil 313, e Maranhão, com 10 mil 311. O estado que menos migrou para o DF foi o Acre com apenas 192 eleitores. 
Todo esse contingente compõe o novo perfil delineado pelo recadastramento eleitoral com coleta de dados biométricos, que será encerrado no próximo dia 31 de março. Até o momento, foram recadastrados 1 mi 426 mil 496 eleitores, o que representa 78,67% do universo total a ser recadastrado – 1 mi 813 mil 327.  
Ao somar todos os números, chega-se a um total de atendimentos realizados pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal de 1 mi 619 mil e 9.  
O recadastramento é gratuito e obrigatório. Quem deixar de fazê-lo estará sujeito a sanções e não poderá votar nas Eleições Gerais de 2014.
FONTE: TRE/DF

Justiça rejeita 3º recurso e mantém condenação do ex-senador Luiz Estevão

Condenado por envolvimento no superfaturamento de cerca de R$ 170 mi nas obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, ex-parlamentar ainda tem 5 processos na Justiça
por Mateus Coutinho
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, o terceiro recurso do ex-senador Luiz Estevão de Oliveira Neto contra sua condenação de 30 anos e oito meses de prisão mais multa de R$ 3 milhões pelo superfaturamento de cerca de R$ 170 mi das obras da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP).
A decisão foi tomada na quarta-feira, 19, pela Corte e divulgada nesta quinta pelo Ministério Público Federal. Na decisão, o relator do recurso, ministro Sidnei Beneti, chegou a afirmar que Estevão queria o rejulgamento da causa.
Primeiro senador cassado na história, em 2000, Estevão já respondeu a 41 processos judiciais. Destes, 36 foram arquivados e 5 estão em andamento.
Superfaturamento. De acordo com o MPF, foram desembolsados pelos cofres públicos R$ 235.871.090,30 na época da construção do Tribunal.Perícia realizada no período, contudo, apontou que as obras do TRT custaram R$ 66.714.652,29, mais o valor utilizado para a compra do terreno onde foi erguido o prédio. Em 2001, segundo o MPF, o TCU apontou que cerca de R$ 169,4 milhões em recursos públicos foram desviados.
O STJ manteve a condenação pelos crimes de peculato, estelionato qualificado, corrupção ativa, uso de documento falso e quadrilha ou bando. A Corte Especial também rejeitou, na quarta, os recursos dos empresários Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz, envolvidos nas fraudes da construção do fórum trabalhista.
Fonte: Estadão

Doação de empresas garante 2/3 de receitas de partidos

DANIEL BRAMATTI - Agência Estado
A eventual proibição do financiamento empresarial ao mundo político, cuja votação deve ser concluída ainda neste ano pelo Supremo Tribunal Federal, afetará não apenas as campanhas eleitorais, mas a própria manutenção das máquinas partidárias. PT, PMDB e PSDB, as três maiores legendas do País, receberam pelo menos R$ 1 bilhão de empresas entre os anos de 2009 e 2012, o que equivale a quase 2/3 de suas receitas, em média.
Quatro dos 11 ministros do STF já votaram pela proibição de doações de empresas a candidatos e partidos, no ano passado - o julgamento foi suspenso por um pedido de vista. Com mais dois votos na mesma linha, o Judiciário, na prática, forçará a realização de uma reforma política que provavelmente multiplicará a destinação de recursos públicos às legendas, para compensar a perda de seus principais financiadores.
O principal afetado pela eventual proibição será seu maior defensor: o PT é quem mais recebe recursos privados e deveu a essa fonte 71% de suas receitas nos quatro anos analisados pelo Estadão Dados. As doações de pessoas físicas equivalem a apenas 1% do total. O restante vem do Fundo Partidário, formado por recursos públicos, e de contribuições de filiados - principalmente de detentores de mandatos e cargos de confiança.
O levantamento sobre as doações empresariais leva em conta apenas o que entrou nas contas do diretórios nacionais dos partidos. Como a maioria das movimentações dos diretórios estaduais não está publicada na internet, não foi possível mapeá-las. Também não foram levadas em conta as contribuições eleitorais feitas diretamente para candidatos ou comitês, sem passar pelos partidos. Ou seja, na prática, o peso do financiamento empresarial na política é ainda maior.
Nas listas de doadores há prevalência de construtoras e bancos, mas não foi possível contabilizar as movimentações de cada setor ou empresa. Isso porque os partidos e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não publicam suas prestações de conta em planilhas eletrônicas, mas no formato PDF - o equivalente a uma fotocópia digitalizada, cujos dados não podem ser trabalhados.
O volume de dinheiro de empresas em circulação na política alcança picos quando há eleições. Considerados também os recursos que vão para candidatos e comitês, as doações empresariais chegaram a R$ 2,3 bilhões em 2010 e R$ 1,8 bilhão em 2012, segundo estudo da Transparência Brasil, entidade cuja principal bandeira é o combate à corrupção.
Mas não é apenas nos anos eleitorais que os tesoureiros das legendas "passam o chapéu" diante de empresários. Em 2009 e 2011, o PSDB recebeu R$ 3,1 e R$ 2,3 milhões, respectivamente, em valores atualizados pela inflação. Com o governista PT, a generosidade foi ainda maior: R$ 10,8 e R$ 50 milhões, nos mesmos anos. A prestação de contas de 2013 ainda não foi entregue ao tribunal.
Receita
Depois das empresas, o Fundo Partidário é hoje a segunda maior fonte de receita das legendas. Sua importância cresceu nos últimos anos, já que o Fundo foi "turbinado" pelo Congresso em 2011, com uma injeção extra de R$ 100 milhões que ajudou a pagar as dívidas de campanha do ano anterior.
O Fundo foi regulamentado em 1995 e previa que seu valor fosse de R$ 0,35 por eleitor. Atualizado pela inflação, isso equivaleria hoje a um total de R$ 165 milhões. Mas, graças a manobras de líderes partidários no Congresso, a destinação de recursos orçamentários para o financiamento dos partidos alcança, desde 2011, cerca de R$ 300 milhões por ano. Apesar de o volume de recursos públicos ser alto, representa, em média, apenas 30% do que entra nos cofres do PT, do PMDB e do PSDB.

BNDES deu R$ 350 mil para evento do MST

Caixa também liberou R$ 200 mil para Mostra de Cultura Camponesa; congresso nacional da entidade teve passeata que terminou em tumulto


Eduardo Bresciani - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fecharam contratos sem licitação de R$ 200 mil e R$ 350 mil, respectivamente, com entidade ligada ao Movimento dos Sem Terra para evento realizado no 6.º Congresso Nacional do MST. O evento, há duas semanas, terminou em conflito com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes que deixou 32 feridos, sendo 30 policiais. Houve, ainda, uma tentativa de invasão do Supremo Tribunal Federal.
A Associação Brasil Popular (Abrapo) recebeu os recursos para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, atividade que serviu de centro de gravidade para os integrantes do congresso do MST. As entidades têm relação próxima, tanto que a conta corrente da Abrapo no Banco do Brasil aparece no site do MST como destino de depósito para quem deseja assinar publicações do movimento social, como o jornal Sem Terra.
O contrato de patrocínio da Caixa, no valor de R$ 200 mil, está publicado no Diário Oficial da União de 3 de fevereiro de 2014. Foi firmado pela Gerência de Marketing de Brasília por meio de contratação direta, sem licitação. A oficialização do acordo do BNDES com a mesma entidade foi publicada três dias depois. O montante é de até R$ 350 mil. A contratação também ocorreu sem exigência de licitação e foi assinada pela chefia de gabinete da presidência do banco de fomento.
A Mostra Nacional de Cultura Camponesa, objeto dos patrocínios, ocorreu na área externa do ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O congresso teve suas plenárias na área interna. Os dois eventos tiveram divulgação conjunta e o objetivo da mostra era mostrar os diferentes produtos cultivados pelos trabalhadores rurais em assentamentos dentro de um discurso do MST da valorização da reforma agrária.
Marcha. O congresso foi realizado de 10 a 14 de fevereiro e reuniu 15 mil pessoas. No dia 12, uma marcha organizada pelo movimento saiu do ginásio e percorreu cerca de cinco quilômetros até a Esplanada dos Ministérios. O objetivo declarado era a entrega de uma carta ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, com compromissos não cumpridos pela presidente Dilma Rousseff na área da reforma agrária.
No decorrer da passeata, o grupo de sem-terra integrou-se a petistas acampados em frente ao STF desde as prisões do mensalão, ameaçando invadir a Corte. Na presidência dos trabalhos, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a sessão que ocorria no momento.
Um cordão de isolamento feito por policiais e seguranças da Corte impediu os manifestantes de avançar em direção ao Supremo. Eles então se dirigiram ao outro lado da Praça dos Três Poderes, rumo ao Palácio do Planalto. Quando os sem-terra romperam as grades colocadas na Praça o conflito começou.
Manifestantes atiravam cruzes que faziam parte da marcha, pedras e rojões contra a polícia, que usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os militantes. Ao todo, 30 policiais e dois manifestantes ficaram feridos.
No dia seguinte ao conflito, a presidente Dilma Rousseff recebeu líderes do movimento para debater a pauta de reivindicações, atitude que sofreu críticas de parlamentares da oposição e ligados ao agronegócio. 
Fonte: Estadão