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quinta-feira, 7 de abril de 2011

100 DIAS DE GOVERNO – TONINHO DO PSOL DISPARA: “GOVERNO AGNELO ESTÁ RACHADO”

 100 dias de governo

“Governo Agnelo já está rachado”

O vice Tadeu Filippelli (PMDB) mostra as garras e manda recado ao governador Agnelo Queiroz (PT): “Serei candidato ao governo”. Para o senador Cristovam Buarque (PDT) “é um direito dele. Felicito o Filippelli pela iniciativa”.

“Com apenas 100 dias de existência, o governo Agnelo já está rachado”, avisa Antonio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, ao analisar a declaração do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) de concorrer à eleição para governador do Distrito Federal. “É um direito político dele. Felicito o Tadeu Filippelli pela iniciativa e disposição de concorrer ao governo do Distrito Federal”, observa o senador Cristovam Buarque (PDT) ao falar do assunto.

A polêmica começou depois de Filippelli conceder uma entrevista ao portal de notícias IG, publicada no dia 27 de março passado, na qual o vice-governador disse ter planos de concorrer ao Palácio do Buriti “no futuro”, segundo as palavras do vice-governador.

Toninho do PSol, que foi candidato ao governo na eleição passada, considera a declaração de Filippelli oportunista e traição ao governador Agnelo Queiroz (PT). “Qual foi o objetivo do vice-governador ao conceder tal entrevista? Será que Filippelli quer mandar algum recado para o Agnelo”, comenta Toninho. “Seja como for, o vice-governador escolheu um péssimo momento para falar de eleição. Logo agora que o governo do Distrito Federal busca estabilidade política após a disputa nas urnas. Aliás, Agnelo enfrentar movimentos grevistas de várias categorias de trabalhadores. E greves sempre trazem problemas para a população do DF”.

Além disso, Toninho acredita que o governo Agnelo está sendo conivente com irregularidades ocorridas em governos anteriores. “Veja só, até agora o governo Agnelo não promoveu qualquer investigação sobre as denúncias de irregularidades antigas”, aponta Toninho. “Acho que isso ocorre porque o atual governo do DF não tem cara e nem coragem, tamanho o leque de aliados”.

“Nesses primeiros três meses do governo Agnelo, continuam acontecendo os mesmos problemas dos governos anteriores. Nada melhorou. Por exemplo, os hospitais públicos continuam caóticos. A rede pública de ensino continua pautando o noticiário dos jornais e a criminalidade campeia em todas as cidades do DF, principalmente nas localidades de Itapoã, Ceilândia e Planaltina”, destaca Toninho.

Cristovam – “Nunca fiz parte do governo Agnelo, embora tenha trabalhado muito para elegê-lo. Sim, eu trabalhei muito para elegê-lo, mas fui descartado antes mesmo de começar o governo”, ressaltou o senador Cristovam Buarque.

“Sobre o governo do DF, ainda não estou vendo qualquer diferença entre a gestão de Agnelo e de outros governos do passado”, comentou o senador.

Ao falar da decisão de Filippelli em concorrer ao governo do DF, Cristovam disse considerar tal pleito um fato normal. “Não acho nada demais. Não vejo nenhum problema nisso, aliás o Filippelli é do PMDB, ou seja de partido diferente do atual governador, que é petista”.

A crítica de Cristovam ao governo Agnelo se estende até ao blog do senador na internet (www.cristovam.org.br), onde ele postou um verdadeiro puxão de orelha no governador, com o título ALERTA: RETROCESSO.

Em um trecho do documento postado, Cristovam denuncia que: “risco de retrocesso é o uso intensivo de propaganda pelo governo, mostrando ações nem sempre totalmente verdadeiras, ao invés de utilizar a mídia para a promoção de serviços públicos como parte do processo educacional da massa, como foi o caso da implantação da Faixa de Pedestres, (no passado). Talvez o risco de retrocesso seja o resultado da falta de definição de uma cara nova (do governo). Isto ocorre quando a política fica subordinada aos interesses pessoais de deputados distritais apegados a cargos, mais do que aos objetivos de interesse público. Este é um retrocesso cujas conseqüências já são conhecidas por fatos recentes (como exemplo a operação policial Caixa de Pandora). Ganhamos as eleições por causa do compromisso de parar o atraso e realizar o avanço (…) contribuir para que o governo dê certo (…) em direção ao ‘Novo Caminho’ prometido”.

Fonte: Blog da Paola Lima

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Crise política em Águas Claras

A exoneração do administrador de Águas Claras, José Júlio Oliveira, é de extrema gravidade. Além de deixar claro o loteamento de cargos, demonstra a falta de conhecimento e de respeito ao Estatuto do PT. O art. 13 define: “São direitos do filiado: …IV — ser denunciado somente por documento escrito e assinado; …V — ser investigado ou processado em Comissão de Ética em sigilo até decisão das instâncias partidárias; …XIV — ser tratado de forma respeitosa, sem distinção de grau de disponibilidade militante”. Ora, Sr. Redator, em qualquer situação deve-se preservar o militante, pois este em muito contribuiu para a vitória de Dilma e Agnelo. Agora, o que se vê é que quem manda no partido é quem tem cargo? E a militância? A Comissão de Ética do Partido dos Trabalhadores (PT-DF) deve se pronunciar!

» Adonias Filho, Planaltina

Crise política em Águas Claras


Do DFTV: O agora ex-administrador José Júlio de Oliveira diz que a Administração de Águas Claras tinha 112 funcionários comissionados, aqueles contratados sem concurso - número que foi reduzido para 43. Oliveira nomeou o advogado José Pereira da Silva para o posto de assessor jurídico e diz que o deputado distrital Chico Leite (PT) não gostou da indicação.

“Eu fui informado que o deputado tinha ficado extremamente magoado com essa nomeação, tendo em vista ele ter tido um desentendimento com essa pessoa, que já foi inclusive assessor dele”, afirma.

Por telefone, Leite afirmou que, em conversa com o governador Agnelo Queiroz, disse que retirou o apoio a José Júlio, mas não pediu a demissão. O presidente regional do PT, Roberto Policarpo, reclama que o partido não foi consultado sobre a demissão. “O administrador estava fazendo um bom trabalho, tinha um bom relacionamento com a comunidade, portanto, não tinha motivo nenhum. Cabe ao governo explicar ao partido e à população a saída do governador”, avalia Policarpo.

A assessoria do governador respondeu apenas que essas mudanças são normais em começo de governo. O atual chefe de gabinete, Rubens Ferreira da Costa, assumiu o cargo de administrador interinamente.

Fonte: Blog da Paola Lima

Deputada Celina Leão encontra situação delicada no Caje

Após visitar a Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) na tarde de ontem (5), a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Ética da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PMN) não gostou nada, nada do que viu. A motivação da visita foi motivada pelas notícias veiculadas na imprensa de que no domingo (3), uma rebelião havia acontecido no local. Porém, tanto internos, quanto a direção do Caje desmentiram qualquer rebelião durante a visita. Contudo, a reclamação pela falta de recursos e das condições físicas do local foram unânimes. Celina fez questão de visitar todos os espaços do Centro e ficou apavorada: “Isso é desumano. Vou recomendar que o governador Agnelo Queiroz faça algo. É urgente”, destacou.

Os números no Caje assustam. Há espaço para acolher 106 interno, mas existem por lá 406. Destes, 329 estão em internação e 66 são provisórios. Mas, segundo relatos dos adolescentes, a espera pela sentença da Justiça demora, em alguns casos, mais de 2 anos. Cerca de 330 agentes fazem a segurança no local.

O descaso com as políticas públicas de prevenção faz com que a lotação máxima do Caje seja excedida em mais de 100%. Cada um dos jovens internos do Centro custam, por mês, R$ 7,4 mil ao estado. “O governo teria um gasto muito menor e um resultado muito melhor se investisse em prevenção. O maior problema é que o sistema de ressocialização destes jovens é tão precário, tão cheio de falhas, que boa parte deles tendem a sair do Caje ainda mais revoltados, podendo voltar ao mundo do crime”, acredita a distrital. “O governo tem que trabalhar a prevenção, não a repressão”, completa.

Rebelião – No domingo (3), veículos de comunicação do DF noticiaram uma rebelião no Caje, que teria acontecido no M10, onde alguns adolescentes e agentes teriam se ferindo num suposto confronto. A direção do Centro descartou ter acontecido uma rebelião. “No máximo uma tentativa de conflito que foi resolvida rapidamente”, explicou a diretora do local Maria Beatriz Carvalho. Alguns internos foram ouvidos pela deputada e reclamaram das condições do local. Celina constatou que os quartos onde os jovens dormem estão em condições desumanas. Onde dormiriam 3, se alojam 5. Alguns dormem dentro dos banheiros, que são minúsculos.

Além disso, os adolescentes reclamam da comida. Muitos apontaram que a alimentação servida no Módulo 10 estaria sem condições de consumo. Alguns quartos foram encontrados sem luz, devido às lâmpadas terem queimado. Outra reclamação recorrente foi a demora na espera pela decisão da Justiça pela sentença final dos jovens.

Celina garantiu que enviará ao Governo do Distrito Federal (GDF) o relatório da Comissão de Direitos Humanos da CLDF e pedirá urgência na resolução dos problemas. O Caje sofre com falta de recursos para a realização de oficinas para os adolescentes e instalações completamente insalubres. “Não temos sequer um fundo para comprarmos uma lâmpada, ou pintar uma parede, por exemplo”, explica a diretora do local. A presidente da Comissão destacou ainda que pedirá atenção especial à comida servida aos jovens.


Fonte: CLDF

terça-feira, 5 de abril de 2011

Administrador de Águas Claras deixa o governo

Segunda baixa oficial no governo Agnelo: o administrador de Águas Claras, José Júlio de Oliveira, foi exonerado hoje (04).

A suspeita é de que ele estava usando a máquina para fazer campanha eleitoral antecipada para deputado distrital. O deputado Chico Leite (PT) havia indicado o nome dele e retirou o apoio.

O atual chefe de gabinete, Rubem Ferreira da Costa, fica no lugar.

Outras mudanças devem ocorrer no governo, possivelmente um secretário deve sair.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

VERGONHA PARA PETISTAS E CLDF

Fonte segura afirma que se o PT não ingressar com pedido de investigação contra o secretário de Justiça do DF, deputado Alirio Neto (PPS) até a próxima quarta-feira (6), o MPDFT intervirá e pedirá o afastamento dele. O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Patrício (PT),  finge não saber o que jornais, blogs e tevês mostram acerca das denúncias que envolvem o parlamentar do PPS que também é delegado aposentado da PCDF.  É preciso investigar toda e qualquer denúncia, não é mesmo?! E o Corregedor, por que está tão quieto no caso de Alírio? E o governador Agnelo Queiroz (PT), por que não afasta o deputado da secretaria de Justiça, até que tudo seja devidamente esclarecido?

Fonte: Blog do Donny Silva

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tudo na vida é circunstancial

Por um instante, parece que a era da mordaça tomou conta do Distrito Federal. Há quase cem dias, a verdade tem se calado aos poucos. E com ela, gradativamente, vários jornais pequenos no tamanho, mas grandes na importância. Como conta-gotas, veículos estão sendo fechados. E um silêncio nada inusitado toma conta das redações remanescentes. Isso quase milimetricamente trabalhado por quem defende uma imprensa censurada e vendida. Trata-se de uma forma arcaica de fazer política, mas que o Distrito Federal conhece bem como funciona.

Como tudo na vida é circunstancial, o momento permite que a lei da mordaça volte à moda. A caneta está sob o poder de quem menos interessa que tudo realmente seja dito e devidamente comprovado. É mais fácil encarar a sociedade dessa forma, da mentira, sem o desgaste de ter de dar explicações.

Não é fácil chegar onde o jornal O Distrital chegou. Não foi fácil construir uma história de nove anos de cobertura de fatos importantes para a nossa comunidade. A exemplo da denúncia sobre o recente descaso com os hemofílicos, ou mesmo sobre a falta de PKU na rede pública de saúde, alimento essencial para a vida de crianças com fenilcetanúria.

Fomos a campo apurar denúncia sobre possível caça à comunidade quilombola que habita região da Cidade Ocidental (GO) ,que é alvo de poderes econômicos da capital do Brasil interessados na construção de condomínios na região, hoje protegida como Patrimônio Cultural.

Denúncias de corrupção também estamparam as páginas do jornal, como o furo da explosão da Caixa de Pandora, da mesma forma com que foi dado espaço a quem sofria algum tipo de perseguição da imprensa local e que não conseguia um canal para se defender. A hoje deputada federal Erika Kokay (PT) e o deputado distrital reeleito Roney Nemer (PMDB) sabem bem do que estamos falando.

Enfim, depois de longos 9 anos de história e de existência, o jornal O Distrital chega ao seu fim. Fecha as portas talvez por não ter se curvado aos interesses do grupo que pensa ser o poder. Ou simplesmente por ter incomodado com a linha independente de redação. Fato é que não houve quem brigasse pela continuidade da imprensa que não fala o que é pago para ser falado. Foi assim com a Tribuna do Brasil, que também fechou as portas, com o jornal Nossa Quadra, e será assim com outros inúmeros veículos que temem a sabotagem publicitária e, por isso, tentam se moldar ao esquema montado por quem, ironicamente, sempre defendeu a liberdade, a democracia e o livre direito de expressão.

Ainda como ironia, a notícia do fechamento de O Distrital ocorreu justamente numa data que homenageia a atual forma de lidar com a imprensa na capital: o dia primeiro de abril. Apesar da dificuldade do momento, a coincidência conformou de certa forma a todos que fizeram a história deste jornal.

Aos nossos colaboradores, aos nossos jornalistas, aos nossos apoiadores e, claro, leitores, o nosso muito obrigado. Encerramos nossas atividades divididos pela sensação de missão cumprida e a frustração de não termos mostrado o que há de se mostrar. Nosso objetivo de servir à população, pelo menos, foi fielmente seguido.

Tudo na vida é circunstancial e o título deste editorial não poderia ser mais apropriado. Toda a decisão que se toma depende apenas das circunstâncias do momento. E não poderíamos esquecer de mencionar que este editorial nasceu após diversas conversas que tivemos durante todo o mês de março com uma conhecida jornalista da cidade. E chegamos a uma conclusão: a verdade sempre aparece. Por mais que os mentirosos de plantão tentem empurrá-la para de baixo do tapete. E esse é o nosso consolo.

Fonte: O Distrital



domingo, 3 de abril de 2011

GOVERNO DO PT/PMDB E OS QUASE 100 DIAS… DE CRISE

Publicado em 03/04/2011 por Donny Silva

DISTRITO FEDERAL

População do DF vive caos nos serviços públicos essenciais

Jornal da Comunidade

Há quase 100 dias de governo, o Distrito Federal enfrenta uma das piores crises na prestação dos serviços públicos à população com greves ou ameaças de greves em áreas essenciais como segurança, transporte, saúde e educação. Pela segunda vez este ano os policiais civis cruzaram os braços. O primeiro período de paralisação foi entre 23 e 26 de fevereiro. Agora, a categoria está paralisada novamente e, apesar de a Justiça determinar a ilegalidade de a greve, ainda assim os agentes optaram por correr o risco de pagar multa de R$ 50 mil por dia de paralisação e levam adiante a mobilização.

O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) foi notificado, na quinta-feira (31) sobre a determinação do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) de suspender a greve da categoria sob pena do pagamento de multa diária por descumprimento. No entanto, os policiais continuam de braços cruzados. Segundo a direção do Sinpol, a categoria já entrou com um recurso contra a liminar proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e acatada pelo TJDFT. Os policiais reivindicam a reestruturação da carreira e um aumento salarial de 28%, além de progressão do salário anual.

Por conta da greve, a Polícia Civil do DF trabalha em escala de plantão e só está atendendo a flagrantes, crimes contra a vida e contra o patrimônio e crimes relacionados à Lei Maria da Penha. O registro de ocorrências de menor potencial ofensivo e a abertura de novas investigações estão suspensos.

Na educação, os professores engrossam o coro que reforça que nada está bem. A categoria se reuniu na última quinta-feira, 31, e já sinalizou estado de greve com indicativo de paralisação a ser definido na próxima assembleia, marcada para o dia 13 de abril. Até lá, a expectativa é de que todas as atividades da área sigam normalmente, o que abre possibilidade de o governo tentar um acordo e abortar uma possível paralisação geral. No entanto, com o indicativo de greve aprovado em assembleia, caso não haja avanço na negociação, os profissionais da educação podem resolver parar a qualquer momento.

A queda de braço entre governo e educadores segue assim: os professores reivindicam 13,83% de reajuste salarial, enquanto o GDF quer pagar somente 5%; a categoria quer plano de saúde imediato, enquanto o governo anuncia o benefício só para o ano que vem.

Em nota oficial encaminhada aos professores do ensino público, o GDF se comprometeu a instalar imediatamente um grupo de trabalho para, em conjunto com o Sinpro-DF, trabalhar a reestruturação do plano de carreira dos profissionais da educação e também prometeu reajustar o auxílio alimentação na primeira quinzena de maio. No entanto, a proposta do GDF com relação ao reajuste salarial (5%) e à implantação do plano de saúde (2012) ficou muito aquém do desejável pela categoria que promete continuar mobilizada.

Ainda em nota, o GDF declara que a situação encontrada pelo atual governo é de um déficit orçamentário em torno de R$ 500 milhões, além dos reajustes já concedidos para 2011, comprometidos em legislação aprovada em 2010 e repassados para o atual exercício. A nota é assinada pelos secretários de Administração Pública, Denilson Bento da Costa; de Educação, Regina Vinhaes Gracindo; de Fazenda, Valdir Moysés Simão; e de Planejamento e Orçamento do DF, Edson Ronaldo Nascimento. O governo se comprometeu ainda a entregar à categoria de professores, nos próximos dias, os dados oficiais da atual situação financeira do DF.

O Sinpro-DF circulou um boletim informativo reafirmando as reivindicações da categoria e cobrando os compromissos assumidos pelo então candidato ao GDF, Agnelo Queiroz, que hoje ocupa o mais alto posto do Executivo local. A entidade se diz indignada com as entrevistas dadas por Agnelo em que o governador dá a entender que os professores estavam ameaçando entrar em greve, antes de negociar. “Na opinião do sindicato, ele mostrou sua falta de habilidade para lidar com a mobilização dos trabalhadores, ao acusar de ‘oportunistas’ aqueles que se organizam para lutar por seus direitos. Nenhum membro do atual governo pode acusar a categoria de não buscar o diálogo e a negociação. A nossa pauta de reivindicações foi entregue à equipe de transição, antes mesmo de o governo tomar posse”, diz o boletim.

A expectativa agora é pelo desenrolar das negociações que terá o seu ponto alto na próxima assembleia geral da categoria marcada para o próximo dia 13 de abril, às 9h30, no estacionamento do estádio Mané Garrincha.

Metroviários e agentes penitenciários recuam

No transporte público, os metroviários já pararam uma vez este ano, no período de 14 a 17 de março, e na última semana ameaçaram nova paralisação, que foi cancelada graças a uma proposta da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) que contempla aumento salarial de 6,8%, auxílio-creche de R$ 150 a R$ 200, auxílio-alimentação entre R$ 590 e R$ 770, além da realização de concursos públicos para o setor. Apesar do acordo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (Sindmetrô) informou que a categoria vai manter estado de greve pelos próximos três meses.

Depois de 21 dias de greve, os funcionários da Cooperativa de Profissionais de Transportes (Coopatran) voltaram a trabalhar hoje. Eles reivindicavam os salários atrasados de três meses. A população das regiões do Arapoanga e do Vale do Amanhecer, em Planaltina, foi quem mais sofreu com essa greve e continua sofrendo a consequência da má gestão do transporte no local.

Já os agentes penitenciários haviam agendado paralisação, mas com o avanço na negociação com a Secretaria de Segurança Pública, o movimento está suspenso. Segundo o secretário geral do Sindicato dos Agentes de Atividade Penitenciária (Sindpen-DF), Leandro Alan Vieira, os profissionais irão se reunir no próximo dia 12.

Saúde se mobiliza por melhorias

Os profissionais da saúde também começam a se mobilizar e prometem ir à luta para reivindicar as melhorias urgentes. O Sindicato da Saúde (SindSaude) vai realizar no próximo dia 13, às 10h, em frente ao Palácio do Buriti, a segunda assembleia deste ano para reivindicar a implantação do plano de saúde, plano de carreira, tíquete-alimentação e os benefícios prometidos pelo governador Agnelo Queiroz ainda durante a sua candidatura.

Na semana passada, a categoria aprovou a pauta de reivindicação e o SindSaúde se responsabilizou por encaminhar o documento ao secretário de Saúde, Rafael Aguiar Barbosa. Os profissionais reivindicam que o governador Agnelo Queiroz monte uma mesa de negociação para discutir as 13 propostas voltadas para a saúde que ele prometeu durante a campanha eleitoral. O movimento dos servidores da saúde vai se unir ao dos demais servidores públicos do DF no ato público programado para o próximo dia 13 de abril. O objetivo é concentrar os esforços em busca de benefícios semelhantes. A maioria da classe trabalhista do GDF está indignada com as promessas não cumpridas e, entre os profissionais mais afetados estão os que trabalham com os serviços básicos e fundamentais para a população, a exemplo da saúde e educação.

O secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos do DF (Sindser), Cícero Rola, adiantou que o ato público que reunirá todos os servidores vai focar na demanda mais antiga da classe, que já se arrasta por dez anos, que é o direito ao plano de saúde. Esta também é uma das solicitações do SindSaúde. “O direito já está previsto no orçamento deste ano. Tudo foi garantido e fechado no ano passado. Não foi possível por conta da crise que assolou o GDF e agora achamos que devemos implantar isso.”

Cícero explicou que alguns dos trabalhadores já possui o benefício, cujo custeio é dividido entre o GDF e os próprios trabalhadores. No entanto, o movimento vai solicitar a expansão e a defesa da implantação do plano de saúde a todos os servidores.

Vigilância Ambiental – Na última semana, os agentes de vigilância ambiental do DF deram início a uma “operação tartaruga”. Eles atuam principalmente no combate à dengue e com esta ação diminui o número de visitas às residências. Segundo o Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental e Agentes Comunitários de Saúde (Sindvacs-DF), as reivindicações já foram enviadas para a Secretaria de Saúde, mas os trabalhadores ainda não tiveram nenhum acordo.

Fonte: Jornal da Comunidade
Publicado por Blog do Donny Silva